A escolha das fontes de carboidratos em sistemas intensivos e no confinamento é determinante para definir o custo da arroba produzida e a eficiência do ganho de peso.
No quadro “Giro do Boi Responde”, o zootecnista Edson Poppi atendeu à dúvida do pecuarista Sandro Dias, proprietário de fazendas em Franca (SP) e Rondonópolis (MT). O produtor questionou o papel do milho e do sorgo nas dietas de alta energia e a forma correta de mensurar o valor nutricional de cada ingrediente no balanceamento do cocho.
Poppi explicou que, quando utilizados em forma de grão seco ou silagem de grão úmido, tanto o milho quanto o sorgo atuam predominantemente como concentrados energéticos. Ambos são fontes densas de carboidratos não estruturais (amido), fornecendo a energia necessária para mover a fermentação microbiológica ruminal e o ganho de massa muscular. Para fechar o balanço proteico da Ração Total Misturada (TMR), utiliza-se a combinação com ingredientes de alta proteína, como o farelo de soja ou os coprodutos da indústria de etanol (DDG e DDGS).
Quando o milho e o sorgo são colhidos e conservados na forma de planta inteira ensilada, exercem duplo papel na dieta: funcionam como volumosos ao fornecer a Fibra em Detergente Neutro (FDN) necessária para a ruminação e saúde do rúmen, ao mesmo tempo que entregam alta densidade energética oriunda dos grãos presentes na massa ensilada.
