Cerca de 3 mil entidades do setor produtivo divulgaram nesta quarta-feira, 9, um manifesto em que cobram do Supremo Tribunal Federal (STF) uma resposta aos episódios recentes envolvendo a Corte. O documento defende que o Plenário analise os fatos em sessão pública, com transparência, imparcialidade e urgência.
Intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, o documento tem apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e das Confederações Nacionais da Indústria e do Comércio. As entidades afirmam representar cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar aproximadamente 40 milhões de empregos.
O texto classifica o momento vivido pelo país como uma “crise institucional de extrema gravidade” e coloca o STF no centro da situação.
“O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra.”
Manifesto cobra exame público dos fatos
As entidades defendem que o Supremo examine os episódios recentes “sem subterfúgios e sem corporativismo”. Para o setor produtivo, a Corte precisa prestar contas à sociedade e conduzir a análise com imparcialidade, transparência e fundamentação.
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O documento também sustenta que ninguém está acima da lei e que a autoridade de um tribunal depende da legitimidade conferida por sua atuação.
