Nesta quarta-feira, 9, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão plenária para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que revelou mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master. O julgamento será em 15 de setembro.
Na semana passada, Mendonça levantou o sigilo do documento, que também revela o funcionamento da rede de relacionamentos de Vorcaro.
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Enquanto o colegiado não examina o caso, Fachin determinou a suspensão da decisão pela qual Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
Mendonça também havia ordenado que a Corregedoria da PF instaurasse procedimentos penais e administrativos para apurar a produção de relatórios de inteligência sobre atos praticados por integrantes do Judiciário.
Fachin suspendeu ainda a decisão do ministro Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dois delegados aos respectivos cargos. Segundo o presidente do Supremo, as sucessivas decisões individuais criaram um cenário de “conflitos e sobreposições processuais”.
“Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste tribunal”, afirmou Fachin.
