Esperar uma safra para descobrir como uma semente se comporta em diferentes condições de cultivo é parte da rotina das empresas de melhoramento genético. A argentina Calice propõe encurtar esse caminho: a partir de dados de experimentos no campo, a agtech cria simulações computacionais que, segundo o diretor comercial no Brasil, Maurício Garcia, permitem antecipar em cerca de 90 dias resultados que dependeriam de um novo ciclo agrícola.
Em entrevista à CNN Agro, Garcia conta que a estratégia de negócio é direcionada a empresas de insumos e sementes, que investem em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) a fim de decidir onde testar seus produtos e como posicioná-los comercialmente. Com atuação no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos, a companhia concentra seus esforços em IA e biotecnologia para esses mercados por serem líderes de produção e comercialização de soja, milho e algodão.
Para a agtech, o mercado brasileiro como um dos principais motores de expansão. Até 2027, inclusive, o Brasil e os Estados Unidos devem ultrapassar a Argentina em negócios da empresa, destaca Garcia.
Criada há sete anos e presente no Brasil há dois, a Calice atende empresas como Corteva, Basf e TMG. Os interlocutores são principalmente profissionais e líderes de pesquisa e desenvolvimento, além das equipes de marketing responsáveis pelo posicionamento dos produtos.
Os contratos são organizados por regiões, com projetos customizados conforme as necessidades de cada cliente.
