O dólar à vista avançou nesta quarta-feira (9) e voltou a fechar acima de R$ 5,10, em meio ao aumento da aversão ao risco no exterior e a uma provável saída de recursos da bolsa doméstica. A moeda encerrou o pregão a R$ 5,1123, com alta de 0,52%, após tocar máxima de R$ 5,1153 pouco depois das 12h.
O movimento acompanhou uma nova rodada de alta das taxas dos Treasuries e a piora do ambiente para divisas emergentes, especialmente latino-americanas. O mercado reagiu a temores inflacionários ligados à escalada do petróleo, em meio ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, com atritos entre Estados Unidos e Irã, além de ataques ucranianos à infraestrutura de energia na Rússia.
O contrato do Brent para novembro subiu 3,36%, a US$ 101,21 por barril, e voltou a superar a marca de US$ 100 pela primeira vez desde o fim de julho. Ao longo da tarde, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, rondou a estabilidade e subia 0,04% por volta das 17h, aos 98,828 pontos.
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Segundo o gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management, Marcelo Bacelar, o dia combinou piora do ambiente externo com uma realização técnica em ativos domésticos, após o rali estimulado pela reconfiguração do quadro eleitoral.
