Candidatos a deputados estaduais e federais não são eleitos pela maioria dos votos e, por isso, algumas candidaturas com menos votos que outras podem ocupar as cadeiras vagas na Câmara dos Deputados.
Isso acontece porque a eleição de deputados estaduais e federais é feita através de um sistema proporcional, onde os votos que cada candidato recebe são contabilizados para o partido e não para a candidatura individual.
A partir da somatória desses votos, as cadeiras disponibilizadas passam a ser preenchidas pelos candidatos mais votados dentro do partido.
Dessa forma, um partido com mais cadeiras consegue eleger um número maior de candidatos próprios, enquanto um partido que conseguiu menos cadeiras consequentemente tem menos candidatos preenchendo essas vagas, mesmo que eles tenham recebido mais votos.
O quociente eleitoral é o que define quantos votos são necessários para garantir uma vaga, enquanto o quociente partidário define quantas vagas cada partido tem.
Apesar de esse sistema permitir que candidatos com menos votos sejam eleitos, eles devem atingir pelo menos 10% do quociente eleitoral para assumir o cargo.
Entenda melhor como esses cálculos são realizados aqui.
*Sob supervisão de João Ker
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