Arqueólogos que escavavam uma caverna no sudoeste da China desenterraram restos fossilizados que pertenciam a uma população misteriosa de hominídeos extintos, revelando novos detalhes sobre seu modo de vida perdido há muito tempo atrás.
A nova descoberta que inclui quatro dentes, parte de um osso do braço e dois fragmentos de crânio, eleva o número total de fósseis conhecidos desses misteriosos parentes humanos chamados Denisovanos, para mais de 20. A descoberta também estabelece a Caverna Bianfu, nas montanhas da província de Yunnan, como um novo e empolgante local para o estudo das origens humanas.
Junto com os sete fósseis de Denisovanos, os pesquisadores descobriram ferramentas feitas de osso e pedra, além de pólen fossilizado e restos de animais. As descobertas revelam como os Denisovanos que habitavam a caverna viviam nas florestas de coníferas da região entre 167.000 e 134.000 anos atrás, de acordo com dois estudos publicados na revista Nature na quarta-feira.
“Primeiro identificamos alguns dentes isolados e, em seguida, a partir da enorme quantidade de fósseis de animais, identificamos os ossos, mas os fragmentos foram muito difíceis de encontrar no início”, disse Hao Li, professor pesquisador do Instituto de Pesquisa do Planalto Tibetano da Academia Chinesa de Ciências, em Pequim, e coautor de ambos os artigos.
