O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, classificou como “grave” o cenário de decisões de ministros da Corte sendo “desafiadas horizontalmente” ao analisar as determinações conflitantes de André Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. Leia a íntegra da decisão (PDF - 137 kB).
“É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente”, afirmou Fachin, nesta 4ª feira (9.set.2026), ao suspender tanto a decisão de Mendonça que afastou preventivamente Andrei da Direção-Geral da PF quanto a ordem de Dino que havia determinado a reintegração do delegado.
Segundo o presidente do STF, o afastamento dos dirigentes da PF desencadeou “decisões monocráticas sucessivas com comandos normativos incompatíveis entre si”. Fachin afirmou que a situação é especialmente grave porque ainda estavam pendentes o julgamento do caso pela 2ª Turma e o pedido de suspensão apresentado à Presidência da Corte.
“INCONCILIÁVEL CONFLITO”
Mendonça determinou, na 3ª feira (8.set.), o afastamento preventivo de Andrei e de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão foi submetida a referendo da 2ª Turma do Supremo.
Nesta 4ª feira (9.set.), antes do fim do prazo de 72 horas dado a Mendonça para prestar informações, Dino determinou a reintegração dos 2 delegados e o restabelecimento integral de suas atribuições.
