Após cinco sessões consecutivas em baixa, as taxas dos DIs fecharam a quarta-feira (9) com ganhos firmes, com parte dos investidores realizando os lucros mais recentes, em movimento também influenciado pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela alta do petróleo Brent para acima dos US$100 o barril.
O noticiário em torno da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta quarta-feira teve desdobramentos, permeou as mesas de operação.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,63%, com alta de 11 pontos-base ante o ajuste de 13,522% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,22%, com elevação de 20 pontos-base ante 14,02%.
O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais mais recentes, ainda que ele permaneça em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, animou os investidores nas cinco sessões anteriores, provocando forte redução de prêmios na curva.
Por trás do movimento está a percepção de parte do mercado de que a saída de Lula da Presidência seria um fator favorável ao ajuste fiscal.
Nesta quarta-feira, porém, uma parcela dos investidores aproveitou a movimentação mais recente para embolsar os lucros, comprando taxas e fechando posições.
A realização de lucros ocorreu em um dia de reviravolta no STF.
