A polícia do Reino Unido iniciou uma investigação criminal sobre o partido de direita Reform UK, poucos dias após uma reportagem investigativa alegar que o partido violou leis de financiamento de campanha ao utilizar doadores estrangeiros para pagar pesquisas de opinião política.
O anúncio ocorre após uma reportagem secreta exibida pela emissora britânica Channel 4, que mostrou um repórter reunindo-se com o ex-chefe de políticas do partido, James Orr, e com o assessor sênior Dan Jukes, para articular o financiamento, por parte de uma empresa americana, de três pesquisas encomendadas pelo partido.
Essas pesquisas foram posteriormente divulgadas por jornais nacionais que, sem saber, as classificaram como independentes, ajudando a impulsionar uma narrativa-chave antes das eleições locais de maio: a de que o Reform está em ascensão e representa uma ameaça eleitoral real tanto para o Partido Trabalhista (que está atualmente no governo) quanto para os Conservadores (partido de direita da oposição).
Um porta-voz do Reform UK disse à CNN que o partido “nega qualquer irregularidade e cooperará plenamente com a investigação”.
O repórter infiltrado apresentou-se como o filho britânico de um americano rico, disposto a repassar dinheiro ao grupo por meio do filho, uma vez que doações estrangeiras a partidos políticos são proibidas pela legislação eleitoral.
