O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o comando político do partido passaram a dizer que há efeitos eleitorais na condução das investigações sobre o Banco Master. Lula critica o que chama de “vazamentos seletivos” e defende a abertura dos sigilos. O PT, por sua vez, passou a vincular o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, à condução do caso e questionar os efeitos de suas decisões sobre a investigação.
A estratégia mantém uma separação entre o discurso institucional de Lula e a atuação política do PT. Enquanto o presidente cobra transparência e isonomia, o partido e seus aliados trabalham para associar a atuação de Mendonça na investigação a Flávio Bolsonaro.
A discussão ganhou força depois que Mendonça determinou, na 3ª feira (8.set.2026), o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A decisão abriu uma nova frente de tensão entre o Supremo, a Polícia Federal e o governo enquanto a corporação conduz apurações relacionadas ao Master.
Nesta 4ª feira (9.set.2026), o ministro do STF Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo.
A AGU (Advocacia-Geral da União) havia recorrido ao presidente do STF, Edson Fachin, contra o afastamento. A tentativa de interlocução com Mendonça vinha sendo conduzida por Jorge Messias. Os 2 possuem uma relação próxima. Mendonça atuou pela indicação de Messias ao STF, quando o atual advogado-geral da União era cotado para uma vaga na Corte.
