A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) lançou nesta quarta-feira (9), um manifesto cobrando “esclarecimentos imediatos, transparentes e rigorosos” após a divulgação das mensagens entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a entidade, a “Justiça não pode ter donos”.
No texto, a Fiemg “expressa sua indignação diante dos recentes episódios envolvendo o Supremo Tribunal Federal, alguns de seus ministros, agentes públicos e interesses privados”.
“Situações dessa natureza comprometem a confiança da população nas instituições e exigem apuração independente, sem privilégios ou qualquer tentativa de proteção corporativa. Em uma democracia sólida, nenhum agente público está acima dos princípios da transparência, da responsabilidade e da prestação de contas”, pontua.
No começo de setembro, o ministro do Supremo André Mendonça retirou o sigilo sobre a ação que apura mensagens entre o antigo dono do liquidado Banco Master e Alexandre de Moraes.
Entre os achados da investigação, divulgou-se que Moraes teria prestado assessoria jurídica a Vorcaro, este que teria inclusive mandado mensagens para o magistrado dias antes de ser preso.
O PGR (Procurador-Geral da República), Paulo Gonet, também apareceu nas mensagens do relatório em conversa com o ex-banqueiro, intermediada pelo advogado Ciro Soares. Além dele, o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, é citado.
