O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, no âmbito das investigações sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta havia sido encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF na última quinta-feira (3). Freixo é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa investigada por supostamente ter sido utilizada em repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme.
Os recursos teriam sido enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos responsável por administrar valores destinados ao projeto e encaminhá-los à Go Up Entertainment, produtora da obra.
O Havengate teria entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A colaboração de Freixo é a primeira relacionada especificamente ao caso “Dark Horse” e a segunda envolvendo as investigações sobre o Banco Master. João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também firmou acordo de colaboração com a PGR.
As investigações apuram possíveis irregularidades na origem e no destino dos recursos utilizados para financiar “Dark Horse”. Uma das linhas de apuração busca esclarecer se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi efetivamente destinado à produção do filme.
