Uma técnica desenvolvida no Brasil promete ser menos invasiva na remoção completa de tumores de mama - uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres. A análise ganhou reconhecimento internacional ao ser publicada na revista científica ASO (Annals of Surgical Oncology), da Sociedade Americana de Cirurgia Oncológica, em agosto deste ano.
O método consiste em combinar a biópsia a vácuo, também conhecida como mamotomia, com raspagens das margens da cavidade do tecido mamário para identificar se a lesão ainda permanece na mama. O objetivo é evitar que mulheres sejam submetidas à cirurgias para confirmar com exatidão a retirada do tumor. Além disso, a própria extração do tecido durante a biópsia pode acabar removendo a lesão, dependendo do tamanho do tumor.
O estudo “Coleta de fragmentos das margens da cavidade como parte da biópsia mamária estendida assistida a vácuo: uma abordagem potencial para prever a excisão percutânea de câncer de mama”, parte de uma análise retrospectiva de 120 casos que integram o banco de dados da Redimama-Redimasto, centro especializado em imagem mamária em Belo Horizonte (MG).
Na prática, após a realização da biópsia assistida a vácuo, um procedimento que permite coletar amostras do tecido mamário, um resíduo no local da extração é deixado. O médico, então, realiza uma raspagem nessa cavidade, através de uma agulha que retira fragmentos da lesão.
