Na semana passada, o Olhar Digital noticiou a descoberta de uma “minilua” orbitando um asteroide batizado em homenagem a Ayrton Senna. O tricampeão mundial de Fórmula 1, no entanto, não é o único brasileiro a receber essa honraria. Um dos maiores compositores do país e uma criança prodígio muito conhecida pelo nosso público também dão nome a rochas espaciais.
Mas, antes de conhecermos os outros homenageados, vamos entender como acontece a nomeação oficial de um asteroide, um processo rigorosamente controlado pela União Astronômica Internacional (IAU) e pelo Minor Planet Center (MPC), órgão responsável por catalogar e rastrear corpos menores no Sistema Solar.
Tudo começa com a confirmação da descoberta, momento em que o objeto recebe uma designação provisória - um código alfanumérico que indica exatamente o ano e a quinzena do ano em que ele foi localizado. Para padronizar esse registro, a União Astronômica Internacional (IAU) divide o ano em 24 quinzenas (as duas metades de cada mês), atribuindo uma letra do alfabeto de A a Y para cada período de 15 dias.
Antes de receber um nome definitivo, o corpo celeste precisa ter sua órbita calculada com exatidão matemática. Essa etapa exige anos de monitoramento e observações contínuas em diferentes pontos de sua trajetória ao redor do Sol. Somente quando a órbita é completamente consolidada e o asteroide recebe um número sequencial fixo, o descobridor conquista o direito de propor uma denominação oficial.
