O Ministério da Fazenda enviará uma delegação a Wuhan, na China, na 6ª feira (11.set.2026), para participar de reuniões sobre mercado de carbono.
As atividades começam na 2ª feira (14.set) e a missão segue até a 6ª feira seguinte (18.set). Um dos principais objetivos é aprovar o plano de trabalho que vai orientar a Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono pelos próximos 6 anos.
Trata-se de um grupo que reúne países para alinhar regras, metodologias e mecanismos de mensuração entre diferentes mercados de carbono, ou seja, que busca aproximar os sistemas nacionais de comércio de emissões para que, no futuro, possam funcionar de forma interligada, com reconhecimento de créditos e regras compatíveis entre os países-membros.
REINDUSTRIALIZAÇÃO E INVESTIMENTOS
Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil precisa iniciar um processo de reindustrialização da economia e pode aprender com a experiência chinesa na criação de mecanismos de precificação da descarbonização.
Técnicos da pasta avaliam que mecanismos domésticos de precificação de soluções de mitigação serão fundamentais para 2 objetivos:
Atrair investimentos;
Fortalecer o mercado voluntário de carbono.
Uma eventual parceria com a China poderá ampliar o fluxo de investimentos, atrair novas indústrias e estimular a exportação de créditos de carbono, entende o governo.
