A cerca de um ano das eleições presidenciais, Javier Milei retomou uma das questões mais sensíveis da política argentina, a disputa pelas Ilhas Malvinas.
O movimento ocorre enquanto o presidente enfrenta dificuldades de popularidade, segundo pesquisa da AtlasIntel para a Bloomberg, a qual apontou 58% de desaprovação ao governo em agosto.
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A questão ganhou força depois de Donald Trump afirmar que os Estados Unidos poderiam rever a posição de neutralidade sobre a soberania do arquipélago. Milei interpretou a declaração como um sinal favorável à reivindicação argentina e voltou a colocar o território no centro de seu discurso.
Em pronunciamento nacional, o presidente afirmou que as Malvinas pertencem à Argentina “por história e por direito”. Também classificou a presença britânica como uma situação colonial e anunciou medidas para pressionar empresas que atuam na região.
Governo Milei amplia pressão sobre empresas
A Casa Rosada iniciou procedimentos sancionatórios contra 45 pessoas e empresas ligadas a atividades de exploração de hidrocarbonetos nas ilhas. O governo afirma que essas operações violam a legislação argentina por ocorrerem sem autorização de Buenos Aires.
Milei também anunciou medidas para endurecer a resposta argentina à exploração de petróleo nas Malvinas. Entre elas, estão mudanças na legislação, ações contra empresas envolvidas nos projetos e a criação de uma base naval na Terra do Fogo.
