Pará pode sentir efeitos da proibição da exportação de carne bovina para o mercado europeu
A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias.
A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano.
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A medida anunciada por Trump no mês passado tem como principal objetivo ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres.
Agora, com as regras mais claras, o Brasil aparece entre os países com maior potencial para ocupar esse espaço.
🐂 Os Estados Unidos enfrentam uma redução do rebanho bovino, o que diminuiu a oferta de carne e pressionou os preços. Para aumentar a produção local, o governo Trump também lançou medidas de incentivo aos pecuaristas. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo.
A avaliação da posição do Brasil neste cenário é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar para os Estados Unidos colocam o país em posição favorável na disputa por esse mercado.
🔍 A nova cota, porém, é diferente da regra que já se aplica à carne brasileira.
Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA; entenda
