Em meio à maior briga interna desde a redemocratização, apenas um fator tem unido as diferentes alas do STF (Supremo Tribunal Federal): as críticas e cobranças ao ministro Edson Fachin, presidente da corte.
A avaliação majoritária dentro do tribunal é a de que o magistrado tem conduzido mal a crise desencadeada pela troca de acusações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Um indício nesse sentido, dizem fontes ouvidas pela CNN, é que a decisão de cobrar manifestações de todas as partes e ganhar tempo para tentar arrefecer a crise não deu certo.
Pelo contrário. Magistrados e auxiliares apontam que a demora de Fachin em propor alternativas para solucionar a crise abriu margem para que inúmeras decisões fossem tomadas e o quadro geral piorasse.
Somente nesta semana, Mendonça ordenou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do delegado responsável pelo setor de inteligência da corporação.
Cerca de 24 horas depois, Fachin, que é responsável por analisar o recurso contra a decisão de Mendonça, foi atropelado por Flávio Dino, que determinou que os delegados voltassem aos cargos.
Aliados de Fachin ponderam que trata-se de uma crise inédita na história da corte e que ele não é o culpado, mas sim Moraes, devido à relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e Mendonça, pela forma e momento escolhidos para fazer a ofensiva contra o colega.
