Vinte e cinco anos depois, é difícil encontrar uma área da vida americana que não tenha sido, de alguma forma, tocada pelo 11 de Setembro.
A manhã de 11 de setembro de 2001 mudou a maneira como os americanos entram em um avião, atravessam uma fronteira, pensam sobre terrorismo e enxergam o papel dos Estados Unidos no mundo.
Mudou a estrutura do governo federal. Mudou o sistema de inteligência. Levou o país a duas longas guerras. Ampliou os poderes de vigilância do Estado. Transformou aeroportos e criou instituições que hoje parecem parte permanente da vida americana.
E mudou uma geração.
Um quarto de século depois, cerca de 100 milhões de americanos vivos hoje são jovens demais para ter uma lembrança pessoal daquele dia, o equivalente a aproximadamente um terço da população do país.
Para eles, o 11 de Setembro é história. Para milhões de outros americanos, porém, ainda é memória. E para as famílias das vítimas, sobreviventes e socorristas que adoeceram depois dos ataques, é uma história que nunca terminou.
A manhã que parou os EUA
Era uma terça-feira de céu aberto no nordeste dos Estados Unidos. Em poucas horas, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais que haviam decolado de aeroportos americanos.
Às 8h46, o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Naquele primeiro momento, muitos ainda acreditaram que pudesse ter sido um acidente.
