Parlamentares de oposição criticaram a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de reintegrar Andrei Rodrigues no comando da PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (9). Na visão do grupo, a medida agrava a crise dentro da Corte e pode ser interpretada como uma afronta à ação anterior de afastamento determinada pelo ministro André Mendonça. Políticos alinhados ao governo, em contrapartida, falam em um reestabelecimento de autonomia entre os Poderes.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), criticou a decisão de Dino, que se deu após os ministros Luiz Fux e Nunes Marques chancelaram a decisão de Mendonça. Ainda nessa terça-feira (7), o plenário virtual extraordinário da Segunda Turma formou maioria para manter a deliberação, mas Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo a conclusão do julgamento.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também fez críticas e chamou a situação de várzea: “Com Moraes enfraquecido, teve de apelar pro amigo comunista pra fazer essa lambança”. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) aponta que a única consequência real da decisão de Dino é “intensificar a desmoralização do presidente [Edson] Fachin”.
“Não vejo na decisão absolutamente nenhuma preocupação com a Justiça ou com o funcionamento de investigações policiais. Vejo apenas disputa pelo poder na corte e o esforço para proteger aliados internos como Moraes”, escreveu o senador nas redes sociais.
