A falta de material de campanha e o vazamento de estratégias da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm irritado o chefe do Executivo e desencadeou uma crise interna no comitê petista.
Lula decidiu restringir a coordenação para evitar que novas informações de reuniões fechadas sejam vazadas. Também fez duras cobranças a aliados sobre problemas de logística que dificultam a confecção e a distribuição das peças de campanha para as bases eleitorais.
A maioria dos estados recebeu pouco ou nada de itens como adesivos, bandeiras e panfletos do presidente ou mesmo de material casado dele com candidatos a governador e senador.
Mesmo após a cobrança de Lula, porém, o problema permanece, segundo relatos feitos à CNN sob reserva. Um dos apontados como culpado é Paulo Okamotto, que havia ficado responsável pelos materiais.
A avaliação interna, porém, é de que Okamoto é um dos mais antigos aliados do chefe do Executivo e que não perderá força no núcleo da campanha.
A estratégia inicial de ampliar a coordenação de campanha, no entanto, foi revista por Lula, que agora limita as reuniões ao ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, ao chefe de Comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), Eden Valadares, ao ministro da Secretaria-Geral do governo, Guilherme Boulos, e ao presidente do PT, Edinho Silva.
