A camareira Suzanne Schiltz estava com fome. Limpar é um trabalho exaustivo, especialmente para a funcionária de um hotel em Paris, uma das cidades mais visitadas do mundo, mesmo em 1926. Então, quando viu uma maçã na mala de dois jovens em dezembro daquele ano, enquanto arrumava o quarto deles, ela a pegou e comeu.
Depois de uma mordida, os dentes de Schiltz bateram em algo tão duro que quase quebraram: o “Grand Condé”, um diamante rosa de nove quilates e uma das pedras preciosas mais raras da França, que havia desaparecido.
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Como o diamante sumiu?
Em outubro, dois meses antes, o casal de ladrões amadores Leon Kauffer e Emile Souter assaltaram o histórico Castelo de Chantilly, no norte de Paris. Eles tinham pouco mais do que um par de escadas altas, mas a dimensão do roubo, mais de 75 peças de joias guardadas no museu do castelo, avaliadas em US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 milhões) na época, levou a polícia a acreditar que os culpados eram acrobatas experientes ou, pelo menos, funcionários do museu que haviam enganado a polícia.
Na verdade, os dois eram ex-aviadores franceses, na casa dos 20 anos, e completamente despreparados para o crime.
