Eva Umlauf, sobrevivente de Auschwitz e presidente do Comitê Internacional de Auschwitz, reage ao resultado preliminar da eleição estadual da Saxônia-Anhalt em Munique, Alemanha
REUTERS/Angelika Warmuth
Eva Umlauf tinha dois anos quando ela e sua mãe foram libertadas do campo de extermínio nazista de Auschwitz, em janeiro de 1945. Ela diz que fica horrorizada ao ver que, mais de 80 anos depois, a extrema direita está novamente em ascensão na Alemanha.
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A vitória do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) no Estado de Saxônia-Anhalt, no leste do país, no último domingo, colocou um partido de extrem direita a um passo do poder em um estado alemão pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
“O que posso dizer? Eu esperava por isso e, mesmo assim, estou chocada”, disse ela à Reuters em uma entrevista. “Estou chocada, estou triste; não sei o que leva as pessoas a votarem nesse partido.”
Umlauf, uma pediatra e psicoterapeuta nascida na Eslováquia que mora em Munique, visita escolas para ensinar as crianças sobre o Holocausto e atua como presidente do Comitê Internacional de Auschwitz.
Sobrevivente do Holocausto se diz 'chocada' com extrema direita no poder em estado alemão
