O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta 4ª feira (9.set.2026) que a decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal provocou um “caos administrativo” na corporação e prejudicou investigações em curso.
A declaração consta da decisão em que Dino determinou a reintegração imediata de Andrei aos cargos de delegado e diretor-geral da PF. Também mandou reintegrar Leandro Almada aos cargos de delegado e diretor de Inteligência Policial da corporação. Leia a íntegra (PDF - 254 kB).
Ao justificar a medida, Dino afirmou que investigações urgentes não poderiam ser interrompidas por causa do que classificou como “caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal”.
“Enquanto o Plenário do STF não for chamado a se manifestar, não é cabível que investigações urgentes e com diligências em curso, deferidas nestes autos, e em outros, sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal, com a demissão de todo o seu corpo diretivo”, escreveu.
Além dos afastamentos, Mendonça determinou a suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados no exercício das funções de magistrados, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária.
Segundo Dino, essa medida faz com que procedimentos relatados por ele fiquem prejudicados “por essa interferência nos trabalhos policiais”.
