O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, reuniu-se no sábado (5) com palestinos com cidadania norte-americana, incluindo familiares de cidadãos mortos durante ataques de colonos em uma cidade na Cisjordânia ocupada, local que tem sido alvo da violência de israelenses.
O governo israelense condenou a violência dos colonos, embora os autores raramente sejam presos e, com ainda menos frequência, processados.
Washington não criticou o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em relação à violência, mas pediu que os autores sejam processados, com Huckabee classificando-os como “terroristas”.
Islândia reage a mapa de Trump e convoca embaixador dos EUA, diz emissora
Reino Unido sanciona produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia
Palestinos fazem vigília para jornalistas mortos em ataque a hospital
Huckabee descreveu como “construtiva” a reunião realizada em Turmus Ayya, cidade onde a maioria dos moradores palestinos possui cidadania norte-americana.
Embora Huckabee, pastor batista e defensor de longa data dos assentamentos israelenses, já tenha defendido anteriormente que colonos violentos sejam processados, ele também afirma acreditar que eles representam uma minoria dentro da comunidade de colonos, que conta com cerca de 750 mil pessoas.
Cerca de 3 milhões de palestinos vivem na Cisjordânia, sendo que estima-se que dezenas de milhares deles sejam cidadãos norte-americanos.
