O bicheiro Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa, acusados de envolvimento no assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio, em 2020, serão julgados por júri popular no Rio de Janeiro.
Conforme decisão, proferida pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital, há indícios suficientes de autoria e materialidade para levar os dois réus a julgamento pelo crime, que teria sido motivado por uma disputa territorial pelo controle de pontos do jogo do bicho no Rio.
De acordo com as investigações, Rogério de Andrade é apontado como mandante do assassinato. Ele é sobrinho do bicheiro Castor de Andrade, que comandou o jogo do bicho no estado e é considerado um dos maiores contraventores do país.
O Grande Debate: Atos de 7/9 contra Moraes mudam votos para Flávio e Lula?
Gilmar Eneas Lisboa, por sua vez, é acusado de monitorar a rotina da vítima em Angra dos Reis antes do atentado, ocorrido no Recreio dos Bandeirantes, na zona Oeste do Rio.
Com a pronúncia, os réus serão julgados pelo Tribunal do Júri, formado por sete jurados escolhidos por sorteio. Após a composição do conselho, os jurados têm acesso às principais peças do processo para compreensão dos fatos e das provas apresentadas. A decisão final será definida ao término do julgamento.
Na mesma decisão, a Justiça também manteve a prisão preventiva dos réus, que permanecerão presos até o julgamento pelo júri popular.
