O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada, aos seus cargos.
A decisão é mais um capítulo inesperado de uma das maiores crises recentes do Supremo e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo dos dois policiais federais.
Pela decisão de Dino, a reintegração deve ser imediata. Isso significa que, após serem intimados, o que costuma ocorrer em questão de poucas horas, Andrei e Almada já poderão reassumir suas funções e retomar as atividades na PF.
Dino determinou que, assim que as medidas de reintegração forem integralmente cumpridas, o caso seja encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para manifestação.
O ministro também afirma que a matéria é de competência do plenário do STF. Com isso, a decisão deverá ser submetida à análise dos demais ministros em uma sessão ainda a ser marcada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
No julgamento, o plenário poderá manter a decisão de Dino, modificá-la ou derrubá-la, conforme o resultado da votação. Neste momento, o grupo de ministros mais alinhado a Dino tende a formar maioria no plenário.
Manifestações aguardadas
A decisão de Dino não encerra a disputa. Há outras manifestações pendentes que podem alterar novamente o cenário nos próximos dias.
