Estamos vivendo uma fase marcante da história da exploração espacial. Lançamentos cada vez mais frequentes, custos em queda, o surgimento do turismo espacial e, em breve, o retorno de seres humanos à Lua. Mas se há algo que parece cada vez mais certo é que não vamos parar por aí. Assim que nossas pegadas voltarem à superfície lunar, o próximo grande destino da humanidade deverá ser Marte.
Mas visitar o Planeta Vermelho será muito mais difícil do que chegar à Lua. As distâncias são muito maiores, as viagens durarão meses e, desta vez, não dá para pensar simplesmente em como fazer tudo isso pelo menor custo possível. Uma missão tripulada a Marte terá que enfrentar um desafio ainda mais fundamental: como manter seres humanos vivos e saudáveis durante uma longa jornada pelo espaço profundo e trazê-los de volta para casa. E, nesse caso, reduzir o tempo de viagem pode ser muito mais do que economia: pode ser uma questão de sobrevivência. Mas será possível uma viagem espacial de “bate e volta” no Planeta Vermelho?
A primeira dificuldade está justamente na distância. A Lua está, em média, a apenas 384 mil quilômetros da Terra. Marte, por outro lado, pode estar entre 55 e 400 milhões de quilômetros de nós, dependendo da posição dos dois planetas em suas órbitas. E isso muda completamente a escala da viagem. Não basta apontar um foguete para lá e acelerar.
