O fundador da Bridgewater Associates, Ray Dalio, afirma que os investidores deveriam reduzir a exposição a títulos de dívida americana, manter entre 10% e 15% do portfólio em ouro e ter “um pouco” de bitcoin.
Na visão do investidor, o aumento da dívida pode elevar os riscos de desvalorização do dólar e tornar ativos que não dependem diretamente da solvência de um governo mais relevantes para a diversificação.
A relação entre o endividamento público e esses ativos passa, principalmente, pelo risco de desvalorização da moeda.
Quando um governo acumula uma dívida elevada e enfrenta dificuldades para equilibrar as contas, uma das possibilidades é a adoção de medidas que podem aumentar a oferta de moeda, pressionando a inflação.
“É importante entender também como uma dívida alta acaba desembocando no ouro. Quando existe uma dívida muito alta, é preciso pagar esses juros e, se não há mais orçamento para isso, o governo pode emitir dinheiro, fazendo com que a moeda se desvalorize frente a outras”, explica Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos.
Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, relembra que Dalio já foi crítico da criptomoeda e que sua posição atual representa uma revisão diante das transformações do mercado.
“Isso mostra que qualquer opinião precisa evoluir conforme as circunstâncias mudam.
