Farmácias e drogarias da capital paulista registraram 414 roubos e furtos entre janeiro e julho deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. O número representa uma média de 1,95 ocorrência por dia, ou praticamente dois ataques diariamente.
Os registros incluem 192 casos de furto e 222 de roubo. Somente em julho foram 63 ocorrências. Janeiro teve o maior número do período, com 68 casos.
O cenário chama atenção também por causa da procura de criminosos por medicamentos de alto valor, entre eles as chamadas canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento da obesidade e de outras condições de saúde.
Depois de furtados ou roubados, esses produtos podem entrar em um mercado clandestino e ser revendidos em diferentes pontos da cidade. A comercialização também pode ocorrer por meio de anúncios em redes sociais e plataformas na internet, muitas vezes sem qualquer garantia sobre a origem ou as condições de armazenamento da medicação.
A preocupação não é apenas com o prejuízo causado às farmácias. As canetas que necessitam de condições específicas de conservação, especialmente controle de temperatura, podem perder a qualidade quando são transportadas ou armazenadas de maneira inadequada.
Quem compra um produto de origem desconhecida, portanto, pode não saber se a medicação foi mantida nas condições recomendadas, se sofreu alterações durante o transporte ou sequer se o conteúdo corresponde ao medicamento indicado na embalagem.
