O jurista Gustavo Sampaio afirmou, em entrevista ao programa GloboNews Radar, que o Supremo Tribunal Federal (STF) se equivocou ao acolher pedidos formulados por partidos políticos para intervir no comando da Polícia Federal.
A análise ocorre no momento em que o ministro Flávio Dino reverteu a decisão que havia afastado o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, justamente apontando a ilegitimidade de partidos para pedir medidas cautelares no processo penal.
Durante a entrevista, o especialista sustentou que a Corte não pode consolidar entendimentos equivocados com base em precedentes anteriores:
"A jurisprudência tem que ter compromisso com o acerto, jamais com o erro. As decisões do STF foram equivocadas. Teve erro lá [ decisão de Moraes], teve erro aqui [decisão de Mendonça]", declarou o jurista.
Dino determina reintegração de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues
Comparação entre os casos de 2020 e 2026
Ao analisar o cenário, Gustavo Sampaio comparou duas decisões monocráticas de ministros do STF envolvendo o comando da Polícia Federal:
a decisão de André Mendonça (2026): atendeu a um requerimento do Partido Novo para determinar o afastamento de Andrei Rodrigues da Direção-Geral e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência Policial da PF.
a decisão de Alexandre Moraes (2020): acolheu uma ação do PDT para suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
'Jurisprudência tem que ter compromisso com o acerto', diz jurista sobre decisões do STF que afetaram cúpula da PF
