Na terça-feira 8, os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira acionaram a Organização dos Estados Americanos (OEA), em nome do perito Eduardo Tagliaferro.
Obtida em primeira mão pela coluna, a petição acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de promover perseguição política e de violar direitos fundamentais de Tagliaferro.
No documento, Faria e Oliveira pedem medidas urgentes para suspender o pedido brasileiro de extradição de Tagliaferro, que reside na Itália.
Também solicitam a suspensão das ordens de prisão, o cancelamento de eventuais alertas na Interpol e o desbloqueio de bens e contas bancárias.
A denúncia é formalmente dirigida contra o Estado brasileiro e atribui as violações a atos de Moraes e Gonet. Os advogados sustentam que as medidas contra Tagliaferro ameaçam sua liberdade, sua integridade física e psicológica e meios de subsistência.
Conforme a petição, o perito se tornou alvo de represálias por ter conhecimento de procedimentos que os advogados classificam como irregulares na Justiça Eleitoral.
Tagliaferro chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele revelou o escândalo conhecido como "Vaza Toga", que mostrou a existência de um gabinete paralelo no TSE que favoreceu Lula na eleição.
