Enquanto cerca de 2.500 policiais, soldados e atiradores de elite fortemente armados avançavam por um labirinto de ruas estreitas, ouvia-se um intenso tiroteio por toda parte.
A situação atingiu o auge quando uma bomba, tendo como alvo as forças de segurança, foi vista caindo do céu, segundo imagens da operação realizada em outubro passado.
A cena poderia ter sido registrada em uma zona de guerra, mas ocorreu nas encostas do Rio de Janeiro, destino favorito de milhões de turistas.
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A chamada “Operação Contenção”, realizada nas favelas dos complexos da Penha e do Alemão, no Rio, colocou as forças de segurança em confronto com as redes de uma das maiores organizações criminosas do Brasil, o CV (Comando Vermelho).
A ação deixou dezenas de mortos, e a bomba que caiu do céu evidenciou um fenômeno preocupante: o uso crescente de drones pelo crime organizado.
Um relatório da organização não governamental ACLED (Armed Conflict Location & Event Data Project) destaca que a tecnologia de drones está se expandindo rapidamente, tanto dentro quanto além das fronteiras, na América Latina.
O relatório registrou “cerca de 670 incidentes envolvendo drones armados desde 2018, mas mais de 72% desses eventos ocorreram entre 1º de janeiro de 2025 e 21 de agosto de 2026”.
