Os dois primeiros anos de Brian Niccol à frente da Starbucks foram um sucesso relativo, já que seu foco em melhorias nas lojas e marketing trouxe os clientes de volta à maior rede de cafeterias do mundo.
A estratégia de reestruturação “De Volta ao Starbucks”, no entanto, aumentou os custos e reduziu as margens de lucro.
Para Niccol, que completa dois anos como CEO nesta quarta-feira (9), serão os próximos dois anos que poderão determinar se ele conseguirá traduzir essa recuperação nos lucros sustentáveis que os investidores exigem.
Quando Niccol assumiu o comando em setembro de 2024, a Starbucks havia registrado três trimestres consecutivos de queda nas vendas comparáveis, o que evidenciava a insatisfação dos clientes com os longos tempos de espera, promoções que não atingiram as metas e um cardápio complicado.
A queda continuaria por mais três trimestres antes que as vendas começassem a se recuperar, subindo para 7,9% no terceiro trimestre fiscal encerrado em 28 de junho e marcando o quarto trimestre consecutivo de melhoria.
Em vez de priorizar as margens de lucro a curto prazo, Niccol enfatizou a satisfação do cliente, uma filosofia que fundamentou a decisão da Starbucks de investir centenas de milhões de dólares em pessoal adicional para reduzir o tempo de espera e em melhorias nas lojas com o objetivo de restaurar a atmosfera de cafeteria que ajudou a tornar a Starbucks uma marca global.
