Reino Unido e 11 países impõem sanções a assentamentos na Cisjordânia
O que era ser um boicote do Reino Unido aos produtos oriundos de assentamentos israelenses na Cisjordânia transformou-se rapidamente numa coalizão de 12 países, 11 europeus e o Canadá, surpreendendo o governo de Benjamin Netanyahu.
As justificativas abrangeram expressões duras como “limpeza étnica” de palestinos e críticas à “vista grossa” de Israel diante da violência de colonos extremistas.
O impacto das sanções para Israel é mais político e menos econômico, já que apenas 5% das exportações israelenses provêm das colônias. Em busca de um sétimo mandato, Netanyahu luta para manter unida sua base de pequenos partidos radicais, a pouco mais de um mês das eleições.
Pesquisas de opinião para o pleito de 27 de outubro mostram o principal partido de oposição, o Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, à frente do Likud, do premiê.
Mas, ao longo de sua carreira, Netanyahu provou que, mesmo quando não foi o mais votado, teve habilidade para agregar ultraortodoxos e extremistas para garantir a maioria parlamentar e consolidar-se como o primeiro-ministro mais longevo do país.
Netanyahu se fiava na falta de consenso na União Europeia para aplicar sanções que proibissem a importação de produtos de assentamentos.
Boicote de 12 países a assentamentos da Cisjordânia deve levar Netanyahu a recalcular retaliações
