Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em vídeo sobre crise do STF
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A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) puxa agora o governo Lula para o centro da disputa, e não apenas do ponto de vista institucional.
A decisão de André Mendonça sobre o comando da Polícia Federal, para afastar preventivamente a cúpula o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial Leandro Almada da Costa, obrigou o governo a se posicionar. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou em campo não apenas em defesa de Andrei Rodrigues, mas, como me disse uma fonte do governo, para defender uma prerrogativa do presidente da República: é Lula quem tem o poder de nomear e demitir o diretor-geral da PF.
Mas existe uma segunda pressão, desta vez eleitoral. Dentro da própria campanha de Lula, uma ala já defende que o presidente adote uma posição mais enfática diante da crise e marque algum distanciamento de Alexandre de Moraes.
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A avaliação desse grupo é que, à medida que a crise deixa de ser apenas do caso Master e passa a atingir diretamente a imagem e a credibilidade do Supremo, Lula precisa evitar que a proximidade política com Moraes faça com que o desgaste da Corte seja transferido também para o presidente em plena campanha.
Disputa no STF puxa governo Lula para crise, e ala da campanha defende tomar distância de Moraes
