A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que um eventual governo do candidato pretende priorizar o corte de gastos, privilégios e penduricalhos antes de discutir mudanças na política de ganho real do salário mínimo ou uma nova reforma da Previdência. Em entrevista ao Estadão publicada nesta 4ª feira (9.set.2026), disse que, se o ajuste fiscal for suficiente, o debate sobre o mínimo pode nem ser necessário.
“Não há moral com a população brasileira para discutir qualquer outro ajuste estruturante enquanto a gente não der transparência para o que está acontecendo com o dinheiro público”, declarou. Para Daniella, a discussão deve começar pelas despesas da máquina pública, privilégios tributários e supersalários.
A proposta econômica em elaboração estabelece a substituição do atual arcabouço fiscal por uma regra que também considere a trajetória da dívida em relação ao Produto Interno Bruto. Daniella afirmou que a campanha trabalha ainda na criação de uma instância de governança fiscal envolvendo os 3 Poderes, com apoio técnico para orientar a contenção de despesas.
Ela disse que Flávio assumiu o compromisso de apresentar, ainda durante uma eventual transição, um pacote de medidas para reorganizar as contas públicas. Segundo a coordenadora, a equipe também pretende reduzir a estrutura administrativa federal.
“Dez são garantidos”, respondeu ao ser questionada sobre quantos ministérios seriam cortados.
