Um dos maiores enigmas que envolvem a Amazônia virou tema do novo documentário da HBO Max, “Morte e mistério na Amazônia”, que estreia no streaming na quinta-feira (10). Além de resgatar o caso que envolve a cidade perdida de Akakor, a produção de três episódios traz o primeiro relato de Tatunca Nara, principal acusado, sobre os acontecimentos.
Em entrevista à CNN Brasil, Tatiana Issa, uma das diretoras da série documental, ressaltou que chegar até Tatunca Nara não foi um problema. O difícil foi conduzir uma entrevista capaz de questionar as versões apresentadas por ele sem transformar o documentário em mais um espaço para a propagação das histórias que o personagem conta há décadas.
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“Tudo que ele quer é um público que ouça as histórias dele”, contou Tatiana. “O difícil foi lidar com ele. Você está fazendo uma entrevista muito complexa.”
Segundo a diretora, a equipe precisou encontrar o equilíbrio entre ouvir Tatunca e, ao mesmo tempo, confrontá-lo diante das informações reunidas durante a pesquisa.
“O nosso intuito era justamente não dar mais a ele uma visibilidade, um lugar para que ele perpetuasse as coisas que ele veio contando ao longo de tantos anos, de tantas décadas. Era confrontá-lo com documentos, informações, sem deixar ele fugir”, explicou ela.
