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Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
REUTERS/Adriano Machado
A imprensa internacional noticiou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da instituição, delegado Leandro Almada, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na terça-feira (8).
Ao destacar o caso, o jornal espanhol El País afirmou que a decisão do magistrado "representa uma escalada da guerra interna dentro do tribunal politizado".
A reportagem também ressalta que tudo ocorre às vésperas de eleições presidenciais marcadas para outubro.
"A forma como a crise no Supremo Tribunal Federal evoluir poderá influenciar as eleições de 4 de outubro", diz o El País.
Mendonça convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF na terça, na qual se formou maioria de votos para referendar o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada da Costa. No entanto, a conclusão da sessão foi interrompida após um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática de Mendonça. Fachin deu então 72 horas para o ministro se manifestar.
Em outra frente, em apoio a Andrei Rodrigues, todos os diretores da PF colocaram o cargo à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto.
'Escalada da guerra interna no tribunal politizado': o que disse a imprensa internacional sobre afastamento do diretor da PF
