O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Minas Gerais, Henrique Áreas, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) é “contra o povo” e questionou os interesses que, segundo ele, orientam a atuação da Corte. Em entrevista ao portal Metrópoles, o candidato criticou prisões preventivas, bloqueios de perfis em redes sociais e o acúmulo de funções por ministros do Supremo.
Áreas comparou as medidas adotadas contra políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro às decisões que atingiram integrantes do campo da esquerda, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff.
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“O PCO foi o único partido de esquerda que não se colocou favorável às arbitrariedades do Alexandre de Moraes, quando ele e uma boa parte do STF começaram a perseguir os bolsonaristas”, afirmou.
Segundo o candidato, a posição do PCO decorre da avaliação de que integrantes de diferentes correntes políticas foram alvo de medidas que considera arbitrárias. “Porque, pra nós, a perseguição contra os bolsonaristas era a mesma perseguição que foi feita pelo mesmo Judiciário, pelo mesmo STF, contra a Dilma e o Lula.”
Áreas afirmou ainda que existe uma estrutura de poder que ultrapassaria a disputa entre Lula e Bolsonaro e acusou o Supremo de tentar exercer influência sobre questões políticas do país. “O STF é contra o povo. Não importa se eles estão fingindo que estão combatendo o bolsonarismo.
