O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, sinalizou que não vai julgar ainda o pedido da Procuradoria Geral da República para levar os 2 inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a 1ª instância. Segundo a PGR, os casos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não têm relação com as fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e também não investigam autoridades com foro privilegiado.
O Poder360 apurou que, sem um posicionamento de Mendonça sobre o juiz competente para o caso, novas diligências dos investigadores ficam sem um parecer do Ministério Público. Ou seja, se a Polícia Federal pedir quebras de sigilos, busca e apreensão ou até medidas cautelares, a PGR voltará a requisitar que seja decidido se o caso fica no Supremo ou não.
Esse impasse entre o relator e o Ministério Público deve trazer graves riscos para o andamento dos inquéritos que buscam possível crime de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo Lulinha; a lobista Roberta Luchsinger; o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro (o Marcola); e o ex-secretário do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa. Também são alvos o ex-assessor parlamentar Gustavo Marques Gaspar e o empresário Cleber Ribas.
O Ministério Público é a única instituição que tem a atribuição de denunciar criminalmente, além de fiscalizar as investigações policiais.
