A decisão do ministro André Mendonça de determinar o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, aprofundou a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e envolveu o Palácio do Planalto no conflito.
Em entrevista ao CNN Prime Time, o professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense) Gustavo Sampaio avaliou que o tribunal vive agora uma espécie de “guerra civil”, com disputas internas entre seus próprios integrantes.
Segundo Gustavo Sampaio, a decisão de André Mendonça foi desproporcional e foi além do que a situação exigia. “Eu acredito que a decisão do ministro Mendonça foi uma decisão excessiva, uma decisão desproporcional. Foi além do que precisaria ir neste momento”, afirmou o especialista.
Para ele, se o STF já enfrentava, nos últimos anos, uma “guerra externa”, com outros poderes e com parcela do eleitorado insatisfeita com uma postura supostamente ativista do tribunal, agora a Corte passa a enfrentar uma “guerra civil, uma guerra dentro de si, entre lideranças do próprio Supremo Tribunal Federal, ainda que motivada por razões externas”.
Motivações políticas e limites da atuação do ministro relator
Gustavo Sampaio ressaltou que não se pode ignorar as motivações políticas presentes em todos os lados do conflito. “Nós não podemos cometer aqui o pecado da ingenuidade de achar que não há motivações políticas de todos os lados por detrás de tudo isso”, declarou.
