A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou o afastamento cautelar do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A medida foi determinada nesta terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das apurações relacionadas à Operação Compliance Zero.
Em nota pública, a entidade, que representa mais de 2,3 mil delegados da Polícia Federal (PF), classificou o episódio como uma “crise institucional grave”. A associação defendeu que a decisão sobre o afastamento de Rodrigues deveria caber ao plenário do STF, e não individualmente por um ministro.
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Segundo a ADPF, a análise pelo colegiado completo seria necessária porque documentos de investigações em andamento na Corte fazem referência a integrantes do próprio tribunal. Para a associação, o procedimento evitaria possíveis nulidades e preservaria a autoridade do STF e o devido processo legal.
A entidade também alegou que houve “atropelo aos ritos processuais”. Conforme a nota, a decisão mencionou dispositivos do Código de Processo Penal e da Lei nº 15.047/2024 que pressupõem a existência de inquérito, ação penal ou processo administrativo disciplinar contra as autoridades afastadas.
A ADPF afirma, contudo, que nenhum desses procedimentos estava formalmente instaurado contra Andrei Rodrigues e Leandro Almada quando Mendonça determinou a medida.
