O TRS (Terminal de Regaseificação de Suape), em Pernambuco, pode provocar uma redução percentual de dois dígitos no preço do gás natural, segundo João Guilherme Mattos, diretor-presidente da Oncorp, responsável pelo empreendimento. A expectativa é que a nova infraestrutura amplie as alternativas de abastecimento e permita combinar o gás produzido no Brasil com o GNL (gás natural liquefeito) importado em condições mais competitivas.
Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, Mattos afirmou que o terminal foi concebido para atender diferentes perfis de consumidores, incluindo grandes indústrias, distribuidoras de gás e usinas termelétricas. Segundo ele, térmicas vencedoras do leilão de reserva de capacidade estão entre os clientes do projeto.
“A gente sempre pensou no terminal de regaseificação de Suape como um meio para atingir as grandes indústrias e servir a distribuidora de gás, a Copergás”, afirmou. “Um Estado que tem em seu quintal uma infraestrutura como essa, tem tudo para fazer um choque de preço.”
Na avaliação do executivo, Pernambuco está entre os principais beneficiados. Sem produção própria de gás natural, o Estado depende do combustível proveniente de outras localidades, que chega pela malha de gasodutos da TAG. O terminal criaria uma alternativa de entrada de gás diretamente em território pernambucano.
Por isso, Mattos considera o empreendimento estruturante para o estado.
