A guerra entre Rússia e Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio elevaram em cerca de 50% o custo previsto do TRS (Terminal de Regaseificação de Suape), em Pernambuco, segundo João Guilherme Mattos, diretor-presidente da Oncorp, responsável pelo empreendimento. A estimativa passou de R$ 2 bilhões para aproximadamente R$ 3 bilhões, considerando investimentos e despesas operacionais ao longo de 15 anos.
Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, o executivo associou o encarecimento à maior procura por equipamentos e por infraestrutura capaz de garantir o abastecimento de energia diante das tensões internacionais.
“Estamos em um período em que a guerra deixou de ser uma questão fortuita e virou praticamente um acontecimento em que a gente não entende mais como surpresa”, afirmou Mattos.
Segundo ele, a instabilidade no Oriente Médio reforça o interesse dos países por unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação, conhecidas pela sigla em inglês FSRU (Floating Storage and Regasification Unit). Essas embarcações recebem GNL (gás natural liquefeito) e permitem transformar o combustível novamente em gás para abastecer os mercados consumidores.
O custo de afretamento de um FSRU varia entre US$ 90 mil e US$ 180 mil por dia em contratos de longo prazo.
“A gente estima que o projeto vai ficar na casa dos R$ 3 bilhões juntando capex e Opex no período de 15 anos”, acrescentou. A previsão atual é concluir o terminal no quarto trimestre de 2027.
