O afastamento do delegado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é o último capítulo de uma crise que começou na semana passada no STF (Supremo Tribunal Federal).
O estopim da tensão na Corte foi em 1º de setembro. Naquela manhã, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de um relatório de 218 páginas da Polícia Federal que investigava o caso do Banco Master. Com isso, ocorreu a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Antes da veiculação das informações, Mendonça informara a Moraes que encaminharia o material à PGR (Procuradoria-Geral da República).
Entre os episódios revelados pela PF está uma mensagem enviada em 14 de novembro de 2025, às vésperas da prisão de Vorcaro. Nela, o banqueiro escreveu ao contato atribuído a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você”. Em seguida, afirmou que sua família, funcionários, parceiros e amigos tinham uma “dívida de vida” com o ministro e sua família.
Também vieram a público mensagens nas quais Vorcaro aparentemente buscava informações sobre a possibilidade de ser alvo de uma operação.
Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso, o banqueiro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. No dia seguinte, Vorcaro teria perguntado novamente: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
