A AGU (Advocacia Geral da União) apresentou nesta 3ª feira (8.set.2026) um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, para suspender o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal. Com a Suspensão de Liminar, o governo Lula afirma que relatórios de inteligência citados na decisão de André Mendonça já estavam sob o conhecimento do presidente da Corte.
Pouco antes de apresentar o recurso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, se reuniram com Fachin para anunciar que o governo iria recorrer da decisão do ministro André Mendonça.
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Com a Suspensão de Liminar, a AGU alega que Mendonça afronta as prerrogativas da Presidência da República para nomear e demitir livremente o diretor-geral da PF. Além disso, argumenta que a interrupção abrupta da gestão da PF pode gerar um quadro de “desorganização institucional“.
Messias também afirma que o “relatório de inteligência“, que narra possíveis desvios de Mendonça, foi levado a de Fachin na 5ª feira (3.set.2026). O presidente da Corte deu prazo para que a PF esclarecesse o teor do documento.
A jurisprudência do Tribunal já tem fixado que o presidente da Corte não pode suspender a liminar de outro ministro. Contudo, há um precedente de outubro de 2020, quando o então presidente Luiz Fux derrubou uma decisão do ministro Marco Aurélio de Mello que soltou André do Rap, investigado por relação com PCC.
