Ao determinar o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta 3ª feira (8.set.2027), o ministro André Mendonça não seguiu o protocolo de pedir uma manifestação da Procuradoria Geral da República. Mendonça decidiu comunicar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, só depois de tomar a decisão.
A regra é que antes de tomar medidas cautelares graves os ministros abram um prazo para que o Ministério Público se manifeste diante de um pedido -no caso, o do partido Novo, que quer o afastamento de Andrei.
A PGR já havia se manifestado no sentido de anular as investigações pautadas na atuação do ministro na petição. Mendonça pediu ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que o caso seja levado ao plenário do Supremo para que seja analisada a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o procurador-geral, Mendonça direcionou as investigações contra Moraes sem comunicar o plenário do Tribunal ou o Ministério Público. Agora, ao afastar Andrei das funções, tomando como base relatório da PF usado por Moraes no inquérito das fake news, Mendonça apenas notificou Gonet do teor da decisão, sem abrir espaço para ouvi-lo.
Além de Moraes, os alvos do pedido de investigação de Mendonça são Andrei e o próprio procurador-geral da República, por conversas e relações com o fundador do Master, Daniel Vorcaro.
