O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que a análise sobre o afastamento de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF) se trata de uma situação “grave” e que deveria ser designada ao Plenário e não pela 2º Turma do STF.
Segundo o ministro, a primeira razão é de ordem prática, já que a decisão foi feita no próprio dia do julgamento, menos de uma hora antes do início da sessão virtual.
“Essa circunstância impediu o exame da integralidade dos autos e da decisão submetida a referendo, o que é grave em se tratando de uma medida cautelar que afasta das suas funções o dirigente máximo da Polícia Federal”, disse o ministro.
Já em segundo e terceiro lugar, Gilmar afirmou que os motivos foram de natureza jurídica. Ele defende análise do caso pelo Plenário e não da 2º Turma do STF. “Assim, diante de elementos que apontam para a incompetência da Segunda Turma e do risco de decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, pedi vista do processo para melhor exame dos autos”.
Afastamento de Andrei
Nesta terça, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.
Na decisão, tomada após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei, o ministro apontou a “superlativa gravidade e ilicitude” na produção dos relatórios divulgados por Moraes e afirmou que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF.
